Como criar um novo produto ou serviço digital de forma ágil

Uma startup é formada por um grupo de pessoas trabalhando intensamente para um mesmo objetivo. Para isso precisamos criar uma equipe mista que compartilhe o mesmo espaço físico durante todo o projeto.

Além de uma equipe qualificada, precisamos de novas metodologias de trabalho que nos permitam entregar valor rapidamente aos nossos clientes, coletar seu feedback e incorporá-lo de volta ao produto ou serviço. Isso é o que chamamos de Lean Startup. O que nada mais é do que usar o bom senso e aprender com nossos clientes de forma iterativa.

Soluções criativas  pode ser a solução para melhorar o desempenho e o rendimento do trabalho. Construa um produto e comece a trabalhar o marketing.

Como você verá a seguir, a proposta se baseia na aplicação da metodologia Lean Startup para a criação de um novo produto ou serviço digital. Para isso, funciona para nós aplicarmos essas 4 fases.

  1. Projeto de Serviço
  2. MVP
  3. Vá ao mercado
  4. Iteração 1

PROJETO DE SERVIÇO

Embora as 4 fases propostas sejam absolutamente relevantes, os primeiros meses são essenciais para criar a equipa, definir os objetivos, estabelecer a metodologia de trabalho, etc.

Nesse sentido, utilizamos uma metodologia MUITO simples que nada mais é do que os passos que todas as startups seguem para criar seu primeiro pitch deck. Não só fazemos isso em todos os nossos projetos, como também damos treinamentos e workshops em diferentes aceleradoras de startups e escolas de negócios usando essa mesma metodologia.

O objetivo desta primeira fase deve ser tão simples quanto ter um pitch deck que contenha esses 10 slides. Não se deixe enganar pela simplicidade do esquema proposto. Atrás de cada um desses slides há muito trabalho a fazer. Pense que as grandes empresas digitais de hoje começaram com uma apresentação semelhante de 10 slides.

  1. Problema
  2. Solução
  3. Alvo (Definição de Persona Bayer)
  4. Tamaño de mercado
  5. Competição
  6. Produto (Wireframes)
  7. Modelo de negocio
  8. Canais de captura de tráfego
  9. Projeções econômicas
  10. Equipe

Esses 10 slides compõem a narrativa do novo serviço passando por todos os aspectos relevantes do projeto. Para alcançá-los, precisaremos ter os diferentes departamentos e pessoas da organização.

Para obter toda a informação relevante sobre o projeto dispomos de diferentes ferramentas que temos de implementar nesta primeira fase.

  • Entrevistas pessoais
  • Taller de Lean Canvas
  • Taller de Prototipado

MVP

Uma vez que tenhamos clareza sobre o escopo do projeto e a equipe formada, podemos passar para a próxima fase que consiste na criação do primeiro Produto Mínimo Viável.

Um MVP é um protótipo funcional que nos permitirá testar as hipóteses previamente definidas contrastando o produto ou serviço com nossos clientes. O fato de ser um protótipo não significa que seja de má qualidade ou que esteja inacabado, significa que não contempla todas as funcionalidades que o produto final finalmente apresentará. Provavelmente porque algumas das funcionalidades que o serviço acabará incorporando nem sequer são conhecidas por nós com antecedência, porque nosso cliente final nos mostrará nas diferentes interações.

A base de um MVP é Criar -> Medir -> Aprender

Vou me deter um pouco sobre cada uma das fases:

Criação do MVP

Esta é geralmente a fase mais longa do projeto e onde precisamos de mais recursos. Basicamente é hora de criar o primeiro protótipo. Se há algo relevante nesta fase, é saber dizer NÃO. Todo mundo quer “pendurar” suas funcionalidades em um primeiro MVP que ainda não sabemos se agrega valor ao usuário de alguma forma. Trata-se de fazer algo SIMPLES que nos permita validar nossas hipóteses e começar a transferir valor para o usuário. Se não controlarmos essa fase, o que lançamos não é um MVP. É um monstrinho que não faz muito sentido com todos os recursos que criamos. Certamente há uma frase exagerada, mas ela nos ajuda a entender isso. “Se você não tem vergonha do MVP que lançou, você o lançou tarde demais.”

Medir, Medir, Medir

É essencial medir os resultados. E não ficar nas chamadas métricas de “vaidade” de números de usuários, etc. Temos que medir o que é relevante para o nosso modelo de negócios.

Nesse sentido, teremos que definir os KPIs relevantes para o nosso negócio e otimizá-los em cada uma das novas iterações. Estou me referindo a métricas como:

  • CAC: Custo de Aquisição
  • Taxa de cancelamento ou taxa de cancelamento: porcentagem de clientes ou assinantes que cancelam a assinatura do nosso serviço
  • LTV: Valor de tempo ao vivo

Aprender

E, claro, o que foi dito acima é inútil se você não incorporar o aprendizado ao serviço antes de iniciá-lo novamente na próxima iteração.

Por mais surpreendente que pareça, há momentos em que não gostamos do aprendizado que obtemos e tentamos “gerenciá-lo” com base em outros interesses que não respondem à satisfação final do cliente. Este é o caminho mais rápido para o fracasso.

Não é preciso ter medo de assumir hipóteses incorretas e mudar de rumo ou, como indica a metodologia Lean Startup, “pivotar”.

Como pode ser visto, a fase de criação é tão relevante quanto a fase de medição. Assim, e como veremos no final do documento, teremos perfis que nos ajudam nestas duas partes fundamentais do projeto.

IR AO MERCADO

Definir e criar um novo serviço digital é fácil, o complicado mesmo é enchê-lo de pessoas.

Nesta fase do projeto devemos definir um plano realista de inbound e outbound marketing que nos permita ganhar tração para testar as hipóteses que fomos definindo ao longo do projeto.

ITERAÇÃO 1

Se chegamos até aqui, significa que conseguimos definir, criar e lançar o novo serviço, o que não garante o seu sucesso. É agora que devemos ser realmente “ágeis” para verificar as hipóteses iniciais comparando-as com nossos clientes e nos reorganizando se necessário.

Tanto a equipe do projeto quanto a alta gerência devem estar cientes disso, para que as decisões sejam rápidas.

Mais uma vez, muitas áreas estarão envolvidas nesta fase do projeto e precisaremos estabelecer, no momento do projeto, mecanismos ágeis de análise de métricas e da situação atual para posterior tomada de decisão.

Dito isto, é conveniente estabelecer alguns tempos de teste iniciais que nos permitam não tomar decisões precipitadas.

CONCLUSÃO

Como você pode ver, o esquema proposto é muito simples. É apenas aplicar o bom senso. Mas você ficaria surpreso com o número de projetos que começam hackeando código antes de ter um objetivo claro. Ou projetos onde a tecnologia é priorizada sobre os negócios. A tecnologia é apenas um meio para um fim. E diz um engenheiro :-). Com base na nossa experiência, atrevo-me a recomendar que os novos produtos e serviços digitais sejam sempre liderados por um Product Manager (tecnologia, design, negócio) e que as organizações tenham uma orientação para metodologias ágeis onde o relevante seja a iteração e a experimentação.

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